Drauzio Varella
“Chego a sonhar com um pouco de tempo livre. Não precisava muito, bastariam algumas horas à toa sem sentir que estou cabulando aula, prejudicando algum cristão ou cometendo um pecado capital. Hoje em dia o trabalho parece uma droga que quanto mais terra abocanha, mais encontra para cavar.”
“Embora haja quem faça malabarismos intelectuais para provar o contrário, o crime é uma instituição de direita.”
“Contra a força não há argumento, como diz a bandidagem.”
“- Você paga os seus impostos? – perguntei
- Não, mas pagaria com prazer se o governo fizesse a parte dele. Meus filhos estudam em escola particular, pago convênio médico, o segurança da minha rua e um plano de aposentadoria para não acabar na miséria. Recebe o quê em troca?”
“É provável que encontrem prazer ao admirar paisagens bucólicas e que a paz campestre lhes seja aprazível durante um fim de semana, mas que considerem passar a vida na monotonia previsível do campo; experiência angustiante, difícil de agüentar.”
“Nos concursos de admissão, as companhias aéreas descartam os candidatos a emprego com voz de timbre agradável?”
“Luis Fernando Veríssimo escreveu uma crônica em que encontrava uma lâmpada mágica. Pediu que sua mala fosse a primeira a chegar na esteira dos aeroportos. O gênio achou pouco, ele acrescentou ‘Mas em todas as viagens’.”
“De vinho eu gosto, mas tomo pouco porque pesa no estômago. Além disso, meu paladar primitivo não permite reconhecer notas de baunilha ou sabores trufados; não tenho idéia do que seja uma trava sutil de tanino nem o aroma de cassis pisado nem o frescor de framboesas do campo. Em meu embotamento olfato-gustativo, faço coro com os que admitem apenas três comentários diante de um copo de vinho: é bom, é ruim e bebe e não enche o saco.” #FATO
“Grandes tragédias provocam comoção geral pela imprevisibilidade com que ocorrem e porque tem o dom de gerar empatia e sentimentos de solidariedade humana. Nós nos imaginamos no lugar dos que foram vitimados por elas e chegamos a sentir uma parcela ínfima da dor dos que perderam entes queridos. As pequenas, no entanto, graças a repetição diária sob nosso olhar complacente, acabam por anestesiar a compaixão pelo outro e tornam banal a convivência com o sofrimento alheio.”
“Chego a sonhar com um pouco de tempo livre. Não precisava muito, bastariam algumas horas à toa sem sentir que estou cabulando aula, prejudicando algum cristão ou cometendo um pecado capital. Hoje em dia o trabalho parece uma droga que quanto mais terra abocanha, mais encontra para cavar.”
“Embora haja quem faça malabarismos intelectuais para provar o contrário, o crime é uma instituição de direita.”
“Contra a força não há argumento, como diz a bandidagem.”
“- Você paga os seus impostos? – perguntei
- Não, mas pagaria com prazer se o governo fizesse a parte dele. Meus filhos estudam em escola particular, pago convênio médico, o segurança da minha rua e um plano de aposentadoria para não acabar na miséria. Recebe o quê em troca?”
“É provável que encontrem prazer ao admirar paisagens bucólicas e que a paz campestre lhes seja aprazível durante um fim de semana, mas que considerem passar a vida na monotonia previsível do campo; experiência angustiante, difícil de agüentar.”
“Nos concursos de admissão, as companhias aéreas descartam os candidatos a emprego com voz de timbre agradável?”
“Luis Fernando Veríssimo escreveu uma crônica em que encontrava uma lâmpada mágica. Pediu que sua mala fosse a primeira a chegar na esteira dos aeroportos. O gênio achou pouco, ele acrescentou ‘Mas em todas as viagens’.”
“De vinho eu gosto, mas tomo pouco porque pesa no estômago. Além disso, meu paladar primitivo não permite reconhecer notas de baunilha ou sabores trufados; não tenho idéia do que seja uma trava sutil de tanino nem o aroma de cassis pisado nem o frescor de framboesas do campo. Em meu embotamento olfato-gustativo, faço coro com os que admitem apenas três comentários diante de um copo de vinho: é bom, é ruim e bebe e não enche o saco.” #FATO
“Grandes tragédias provocam comoção geral pela imprevisibilidade com que ocorrem e porque tem o dom de gerar empatia e sentimentos de solidariedade humana. Nós nos imaginamos no lugar dos que foram vitimados por elas e chegamos a sentir uma parcela ínfima da dor dos que perderam entes queridos. As pequenas, no entanto, graças a repetição diária sob nosso olhar complacente, acabam por anestesiar a compaixão pelo outro e tornam banal a convivência com o sofrimento alheio.”
1 comento, logo existo!:
Essa frase do vinho é mto legal.
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